Povinho…

Maurren Maggi ganhou a primeira medalha de ouro individual de uma mulher brasileira em Olimpíadas.

Maurren Maggi foi injustamente condenada por doping, como se provou depois, e teve que engolir a punição que quase lhe custou a carreira.

Maurren Maggi voltou defasada e recuperou o tempo perdido mostrando que é sim uma das melhores do mundo, senão a melhor, .

Maurren Maggi provou em Pequim que o ouro no Pan não foi porque disputou em casa e contra atletas de segunda linha, mas porque é muito boa no que faz.

Maurren Maggi sempre se mostrou uma mulher correta, mãe exemplar e de humildade acima de qualquer suspeita.

Maurren Maggi não mandou ninguém tomar naquele lugar após receber o ouro. Comemorou e agradeceu a quem ajudou.

Mesmo depois de tudo isso, o que li em todos os jornais, sites, revistas e o que mais queiram a seu respeito foi: “Maurren Maggi não posará nua”. Ou seja, nada do que ela fez valeu alguma coisa. O povo só quer saber é se ela vai ou não para a capa da Playboy. Isso é mais importante pros jornais do que os feitos da atleta.

A imprensa trabalha atrás de ibope e quem dá esse ibope é o povo. A imprensa é o espelho do povo. Povo de merda.

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95915831

Esse não é meu celular. É meu número de ICQ. Ainda lembro a senha e antes de escrever esse texto, eu me conectei ao serviço. NINGUÉÉÉÉM online. Zero. Nada. Nenhum dos meus contatos estava lá, nem para fingir que usa. Mas todos estão nesse exato momento com seus MSNs ligados. O que será que deu errado no ICQ?

Lembro quando conheci o produto. Meu irmão me apresentou à ferramenta que mudou a minha forma de ver o mundo. Eu nunca gostei de falar ao telefone, então aquela florzinha verde resolvia todos os meus problemas. Através dela eu conheci pessoas que nem imaginava que existiam. Mas hoje não conheço ninguém que ainda use.

Eu tive que migrar por força do trabalho. Ninguém mais ao meu lado usava o ICQ. Não gostava do MSN no início, cheio de frescurites e coisinhas bonitinhas que faziam as mulheres repetirem o tempo todo “ai, que fofo”. Não achava mais prático e demorei a me acostumar com o fato de apertar o enter e enviar mensagem. Até descobrir o comando para quebra de linha…. Além disso, eu ganhei mais um e-mail, como se já não bastassem os 400 que já possuía. Também já li que a questão da propaganda afetava muito o ICQ, que de fato era bem “sujo”. Mas olhando a barra lateral do MSN, o espaço lá embaixo e a cacetada de winks patrocinados que existem, penso que isso já ficou para trás também.

Uma hipótese é a da mulherada ter migrado pro MSN. Como em qualquer boite, onde tem muita mulher, os homens vão atrás até entupir tudo e deixar o ambiente insuportável. Outra, mais plausível, é a do fato do msn messenger vir com o XP, embora ninguém use aquela porcaria. O mais engraçado é que todos nós corremos atrás de produtos que não são da Microsoft, por isso amamos o google, mas no caso do ICQ foi o contrário. Não creio que exista outro produto - fora o Janelas, claro - da M$ tão usado por aí. Muita gente já está utilizando o Docs do Google, no mundo do e-mail o Gmail é insuperável, a busca MSN está anos-luz do Google e por aí vai. Mas nem o Gtalk, que praticamente tem o mesmo número de usuários que o Gmail consegue desligar o MSN das máquinas. Até em Apple usa-se o Messenger do Bill Gates.

Apesar de tudo isso, não posso dizer que sinto falta do ICQ, já que uma pessoa aqui no andar onde trabalho colocou aquele “U-OH” como toque de celular.

Podemos dizer que o ICQ é a primeira ferramenta do passado da Internet? Já ouço muita gente falar “pô, você lembra do ICQ?”. Tem gente que não consegue resgatar o UIN nem a pau. Mas é uma nostalgia fake, já que o produto ainda existe e nem é tão velho assim. Só que nesses tempos de internet, com tudo andando rapidíssimo, em breve veremos por aí um livro Almanaque da WEB com a flor na capa, além daquele gato azul e branco do Napster, a caixinha do correio do Eudora, o Netscape e aqueles malditos cds da America Online que eu recebi às toneladas no Rock In Rio III e só serviam para aniquilar a configuração do IBM Aptiva que meus pais tinham, com fantásticos 50 mega de memória no HD :-).

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Into The Lungs Of Hell

Mais dois shows do Rust In Beer sacudiram São Paulo no fim de semana. Sexta, na Led, e sábado, no Ocean. Ambos foram muito bons, mas as histórias para contar eu tirei mesmo da Ocean.

Na Led, nós abrimos pro Fever, Aerosmith Cover. Não tinha mais de 200 pessoas na casa, sexta-feira não é o melhor dia na Led, e o que posso dizer é que fizemos um show correto, experimentamos músicas novas, o público totalmente voltado ao Hard Rock gostou e respeitou, três ou quatro malucos (mesmo) agitaram e cantaram junto… enfim, foi legal.

A parte mais marcante para mim nem foi no show. Quando entrei na casa, a pickup tocava Metallica e uns 20 cabeludos(as) estavam batendo cabeça lentamente, num ritmo idêntico, com os corpos parados. Pareciam zumbis do metal e eu fiquei com a sensação que em algum momento todos seriam engolidos pela terra, ou começariam a dançar Thriller.

O som, para variar, estava ótimo e com retorno pleno para todos os instrumentos. O show durou uma hora e fizemos nosso papel. Agradecimento especial ao Bernardo que me emprestou a pedaleira. O efeito em Trust ficou animal.

Wake Up Dead
Hangar 18
She Wolf
Skin O My Teeth
Reckoning Day
99 Ways To Die
Take No Prisoners
A Tout le Monde
Tornado of Souls
Trust
Sweating Bullets
Symphony of Destruction
Peace Sells
Holy Wars
Anarchy in LedSlay

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Na Ocean o buraco foi mais embaixo. Para começar, a casa fica na rua dos puteiros. Aqui no Arraial isso é comum, tem rua de instrumentos musicais, de lâmpadas e abajures, de roupas de grife e de casas de burlesco. A entrada da Nestor Pestana, o logradouro onde fica a Ocean, já entrega. Logo na esquina fica o Kilt, um castelo medieval onde funciona o puteiro mais pitoresco da cidade. Eu achava que o Kassab havia acabado com tudo, mas ele não conseguiu derrubar as muralhas da Augusta.

No pequeno espaço entre a esquina e a Ocean, coisa de 200 metros, mais duas casas, consideravelmente mais humildes, também marcavam presença. E a própria Ocean já entregava que sua premissa inicial não era de uma casa de shows de rock, mas outro tipo de show pesado.

Dois andares. O primeiro era uma boite. Palco com dois postes de pole dancing, um bar à esquerda, sofás no canto e uma pista. Bem cheio e com gente de tudo o que é tipo. Pessoas que não sabíamos se eram homens ou mulheres. Era difícil ver alguém que não estivesse bêbado, chapado ou ambos. Apesar da placa de proibição para menores de 18 anos, nós cansamos de contar quantas pessoas de 15, 16 estavam ali. Principalmente meninas.

A pegação rolava solta e sem limites. Em determinado momento, fui ao banheiro para dar uma aliviada - o pior e mais imundo banheiro que vi na vida - e ao sair, entrou no meu lugar um casal completamente chapado para dividir o box. Nem se preocupavam em serem discretos. Era ali mesmo e vamo que vamo. Confesso que a minha mira não foi das melhores naquele box imundo, mas isso não afetou o pessoal.

Chegamos na casa e tocava um banda cover do Kiss. Ou tentava tocar. Assassinaram Rock and Roll All Night, algo como um cover dos Stones tocar Satisfaction meio tom abaixo, com voz gutural e velocidade punk. A vocalista pelo menos era mais macho que o Paul Stanley e ficava o tempo todo de roçando com a backing vocal para ganhar pontos com o público.

Depois veio o Burning Roses, aqueeeeeele Guns cover do show da Tribe. De novo, lá estavam Axl, Slash, Izzye e com um novo Duff. Diga-se, um cara idêntico ao Duff, até na cara de mau-humor. A galera agitou demais e os caras ganharam a noite. Mas não íamos tocar com eles, nosso show era outro, no andar inferior.

Uma sucursal do inferno, assim podemos chamar o subterrâneo da Ocean. Não estava muito cheio, mas o calor intenso, a completa falta de saída de ar e uma minúscula escada para entrar e sair descrevem aquele poço. O palco era uma elevação no final da pista onde a banda se espremia para tocar. O público era composto por insanos, bêbados, chapados e revoltados que só queriam agitar, cantar e se bater. Ou seja, ótimo!

Antes da gente tocou uma banda cover do Motorhead. Não curto Motorhead, mas a galera lá agitou bastante e ficou no ponto para nossa entrada. Vale mencionar que não havia retorno algum, tocamos à vera com os amplis, o chão parecia um colchão d’agua que balançava o tempo todo e eu só descobri que colocaram copos de água à disposição depois do show.

Fizemos um set só de porradas. A única música mais nova foi Sleepwalker, incluída no set vinte minutos antes do show para dar uma ligação melhor com a introdução. Como em todo show thrash que se preze, subiram no palco, cantaram com a gente, nos atrapalharam - mas com a melhor das intenções - deu merda na pedaleira que acabou com Devils Island, aceleramos duas músicas a ponto de fazer o Slayer ficar orgulhoso e saímos ensopados de suor.

O melhor (ou mais engraçado) mesmo foi o quinto elemento. Um maluco enorme resolveu subir e cantar Wake Up Dead. Gostou e subiu para cantar Take no Prisoners. Quando deu a merda em Devils Island, lá foi ele pro palco cantar de novo enquanto eu ajeitava os cabos. Anunciei Hook In Mouth e o cara lá debaixo gritou “essa eu vou cantar também” e não deu outra, subiu e cantou. E assim foi. Nos nossos vídeos (em breve disponibilizados) vocês verão o cara em quase todas as músicas. Muito thrash isso!

A nota péssima fica por conta de um imbecil que queria porque queria aparecer na filmagem da Carol e quando se viu ignorado, abaixou as calças e balançou a jeba para ela. Quem conhece a Carol sabe como ela aprecia esse tipo de gente.

Muito foda. Saí bolado por causa da pedaleira, mas depois eu fiquei vendo os vídeos e não paro de rir até agora. Sensacional o show. O melhor e mais porrada que fizemos. Pena que no final não deu para tocarmos Anarchy, que colocaria a casa abaixo.

Into the Lungs of Hell
Sleepwalker
Wake Up Dead
Take no Prisoners
Devils Island
Hook in Mouth
Mechanix
The Conjuring
Holy Wars

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Com cara de bunda (ou o Brasil não sabe perder)

Pronto. O Brasil ficou com a bunda virada pro alto e já tem gente puxando o velho e surrado discurso da grita contra os dirigentes, falando que atleta no Brasil não tem apoio, que aqui só o futebol sobrevive. Ah ôu, pára com isso!

Quando o cara vence é o mérito do profissional que lutou contra tudo e contra todos. Mas quando perde, é a organização que não existe. É essa a lógica? E o que isso tem a ver com um maluco que chega com pinta de favorito e se esborracha no chão? E a outra menina que repetiu a vergonha de quatro ano atrás e saiu dos limites do tablado? Pelo visto, Daiane não poderia aterrisar em Congonhas sob risco de invadir o bairro do Jabaquara. Aumentem a pista!

Vai, diz aí, que culpa eu tenho nisso? Ah… eu não protesto contra os dirigentes inescrupulosos que habitam o esporte nacional. Pera lá!! Eu protesto, sim senhor! Eu simplesmente não vejo os jogos do Flamengo exatamente por causa disso. Querem que eu faça o que? Pegue uma enxada e um tridente e vá na porta de cada confederação para queimar os caras como bruxas na inquisição?

Aprendam a perder, cacete!!! Olimpíadas não são para qualquer um. O Brasil tem que meter na cabeça que está para os jogos olímpicos tal como Portugal para a Copa do Mundo. Chega cheia de festa, alegria, pompa e esperança e sai como entrou, vazia. Isso sempre foi assim para nós e os dirigentes não estão lá desde o início.

Definitivamente, somos os piores perdedores do mundo. Ninguém chora mais do que o brasileiro. Ninguém tenta justificar tanto quanto o brasileiro e colocar a desculpa da bundada do Diego nas costas de dirigentes é palhaçada e oportunismo. Ele chegou lá com vários títulos. Ele se preparou. Ele perdeu. Acabou, simples assim. O mesmo para Daiane e Jade. O mesmo para o engodo Tiago Pereira (vai Tiago, vai pra PQP!).

A confederação de volei é uma bosta tal qual qualquer uma. Mas a intragável família Babaquinho vence. As meninas, graças a Deus sem a ex-senhora Babaquinho, sofrem horrores, mas lutam. Porém, quando tomam uma virada para a Rússia como a de Atenas, não ficam colocando culpa nos outros.

No basquete, os mascarados da NBichA fugiram do mico inventando desculpas. Preferem ganhar suas fortunas nos EUA e colocam a culpa em dirigentes. Lógico que a imprensa compra a papagaiada. Mas porque as meninas não fizeram o mesmo? Basta boicotar e pronto. Só que elas foram para Beijinho tomar porrada de gente muito melhor. Isso sim eu admiro. Foram lá para jogar. Não ficam de nhénhénhé com desculpa furada.

Não entendam o post como “esse Lucas maluco defende dirigente”. Se quiser comentar algo assim, deixe o telefone para que eu possa ligar pro Pineu e agendar uma consulta para você. Mas o que não suporto é a repetição-pleonástica-redundante dum mesmo assunto.

O time ganha. O time perde. Isso faz parte do esporte. A forma como se perde, aí sim, podemos discutir. Uma bundada nada mais é do que um erro. Um erro do atleta e pronto. Mas se formos culpar sempre as mesmas pessoas pelas derrotas, das duas uma: ou passemos a bater palmas nas vitórias também, ou que se mude a imprensa, que só sabe falar, escrever e enganar.

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Coisas de Olimpíadas

Essa edição das Olimpíadas é pior que podemos ter. Não pelos jogos, que estão fantásticos, mas pela hora mesmo. Não posso ver de noite, pois tenho que dormir. E durante o dia, quando passam os VTs, estou nas galés sendo chicoteado em troca de esmola. Péssimo. Não vi um jogo do basquete americano, não vi direito nenhuma partida de futebol, seja “mascuino” ou “femeíno”, não acompanhei as competições que ninguém vê, como canoagem descendo a corredeira, tiro, remo, esgrima, levantamento de peso… Também nem sei se passaram.

O que importa é que os jogos estão aí e eu to perdendo. Nunca antes na história desse país eu passei tão longe de uma competição assim. Na de Sidney, mesmo trabalhando, eu vi praticamente tudo. Era um zumbi no dia seguinte, mas não perdi a enxurrada de pratas que o Vasc, ops!, Brasil recebeu.

Mesmo não vendo muito, existem aquelas coisas das Olimpíadas que só lembramos ou percebemos de quatro em quatro anos. Por exemplo: para que serve um goleiro de Handebol? Sério. Qual a utilidade do infeliz?

O cara tem a função de agarrar e sai do jogo com uma média de 15 a 20 gols sofridos. No futebol, basta um cara sofrer 3 gols para ser criticado, mas nesse esporte o cara leva 30 e tá normal. O atacante vem, dá um pulo daqueles que fica 20 minutos no ar escolhendo o canto e o goleiro sai todo abestalhado com os braços para o alto tentando defender o indefensável. Só pega quando a bola vai deliberadamente nele. É mais fácil colocar um bonecão de posto ali e aumentar o número de jogadores de linha.

Outra coisa é o judô. Todo mundo acha que Ipon é golpe, mas na verdade é pontuação. Só que é um tal de “dá um ipon nele”, “deu mole, o cara deu o braço pro ipon mas não pegou”… E depois nós observamos o maior absurdo. Um perdedor tem que torcer pro campeão seguir em frente para continuar tendo chances. Onde já se viu isso?

Como eu coloquei lá em cima, gosto das competições absurdas, aquelas que o pessoal não dá a mínima. O Slalom, por exemplo. É uma competição diferente, sem nenhum glamour e os caras sofrem até ‘alma para conseguir terminar aquele percurso. Não tem nenhuma tradição olímpica da Grécia antiga e não passa na TV. O Brasil é um zero à esquerda na prova, então a Globo prefere passar a insuportável família Bernardinho.

Por falar nisso, que coisa chata é o vôlei. Desde o início sempre foi, tanto que as próprias confederações, ou sei lá quem organiza, mandaram acabar com a vantagem no saque. Com isso, as partidas passaram a ter “só” duas horas de aporrinhação. Pra vocês verem como é chato e sempre foi. É mais ou menos como se no futebol alguém acabasse com o intervalo, diminuisse o tempo para 30 minutos e tirasse o goleiro, tudo para evitar o 0×0. Mas vôlei é muito chato. Aquela torcida Banco do Brasil toda amarelada nas arquibancadas cantando músicas de meninas num campeonato escolar como “zum, zum, zum, passou um avião” e “vai lá, vai lá, vai lá, vamu são paulo, vamu sê campião”.

Odeio vôlei.

Mas gosto de basquete. Porém não verei nada dos americanos trucidando rivais. Em compensação, não serei bombardeado com vídeos e matérias lembrando o Pan de 87, só para dar uma esperança de que o Brasil possa conseguir algo mais do que o quinto lugar, depois de ser humilhado por uma Latvéria qualquer da ex-URSS. Os incompetentes sequer se classificaram hehehe….

Para os recalcados de plantão, fica só um recado: Dunga conseguirá o ouro. Engulam.

As Olimpíadas estão passando e eu to perdendo. Fico chateado e terei que esperar quatro anos pelas de Londres. Como sempre, vou prometer que estarei lá. E como sempre, não vou cumprir.

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Só ele não foi

Michael Phelps, Tyson Gay, Rafael Nadal, Kobe Bryant, Ronaldinho Gaúcho, Asafa Powell, Lebron James, Yao Ming, Usaian Bolt, Robert Sheidt, Manu Ginóbili, Diego Hipólito, Roger Federer, Michal Martikan, Michal Martikan, Hui Liao, Marta, Shawn Johnson, Daiane dos Santos, Katherine Grainger, Giba, Walsh-May, Daniel Unger, Birgit Prinz, Alain Bernard, Christine Ohuruogu, Valentina Vezzali, Marian Dragulescu, Ilias Iliadis, Robert Cheruiyot.

Trinta nomes, entre os maiores atletas que estão em Pequim nesse momento. Trinta nomes que vêem nas Olimpíadas, pelas mais determinadas razões, a sua grande chance da glória máxima no esporte. Não preciso colocar outros nomes, outros atletas. Esses 30 acima, brasileiros ou não, já me bastam. Ninguém sabe se conseguirão seus objetivos, ou se serão apenas bravos como a Ketleyn, que ninguém conhecia antes e daqui um ano poucos lembrarão seu nome. O que importa, é que todos dão aos jogos a dimensão que eles merecem. Menos um. Menos o último eleito pela Fifa como maior jogador de futebol do mundo. Menos Kaká.

Diego, Rafinha e Messi abandonaram seus clubes e foram. Viu-se depois que não tinham razão, mas continuam em Pequim. Os clubes mostraram que estavam certos, mas cederam seus atletas que não fizeram nada diferente de motim, deserção, rompimento de contrato. Mas foram. Eles sabem que Olimpíadas não acontecem todo dia. O que acontecerá com eles? Ninguém sabe. Messi provavelmente não sofrerá punição alguma. O Werder Bremen depende de Diego até para trocar a lâmpada e Rafinha é jovem com uma brilhante carreira pela frente, seja em qual clube for. E Kaká?

O que aconteceria com Kaká? Perderia o emprego? Seria multado? Seria banido do futebol? O Milan faria isso com sua jóia mais cara? Depois de os clubes provarem que não havia obrigação alguma, como ficou o discurso do Milan que “liberou Pato por ser obrigado, mas vetou Kaká amparado pela lei”?

Qualquer punição que o clube italiano quisesse impor ao atleta, nada seria comparado ao status que ele ganharia com uma possível conquista. Nada se equivaleria ao peso das Olimpíadas em sua carreira. Os Jogos Olimpícos não trazem nada a um tenista, em termos financeiros e valem menos pontos que um Grand Slam no ranking da ATP, mas lá estão Nadal e Federer para disputar mais um título, só pelo valor da glória de uma medalha.

Cada vez mais me convenço que tanto Kaká, quanto o Milan, na pessoa de seu dirigente de futebol, Leonardo, não quiseram, pura e simplesmente. Um dia o jogador, ou algum assessor seu, falará isso em off e a informação vazará, mas será negada. Ao invés de simplesmente admitir que não queria e pronto.

Mas eu não consigo acreditar que um jogador abriria mão de ser o único no mundo, na história, a possuir um campeonato mundial de clubes, uma Copa do Mundo e uma medalha de ouro. Isso nem Pelé conseguiu. E Kaká abriu mão. Azar o dele. Só dele. Pequim 2008 já são os maiores jogos da história e em Londres-2012 não terá futebol. Perdeu, playboy.

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Coluna de segunda - Buzinas

Várias vezes eu dei a sugestão de colocar um sistema na buzinas dos carros fazendo com que eles explodissem no momento que o motorista acione o dispositivo. É lógico que ninguém concordou. No último fim de semana eu recebi uma sugestão que uma amiga da Carol, a Ana, passou e gostei, mediante adaptação. A buzina paga. Gostei. Fizemos um brainstorm e daí saiu a buzina pré-paga.

A idéia é simples. Você compra em qualquer lotérica, correios, banca de jornal credenciada e afins um “cartão-buzina” com X créditos para você encher o saco das pessoas. Cada crédito equivale a uma buzinada nos fuços de um lerdo no trânsito, um cachorro na rua ou aquela pessoa a 3 km da motorista nervosa que recém-tirou carteira e tem medo até de alma penada quando está ao volante.

Os preços variam e a pessoa pode comprar até 50 buzinadas. Os cartões não podem ser cumulativos e ninguém consegue aumentar na “malandrage”. Tem que esperar chegar em 10 buzinadas para poder recarregar. Além disso, em cada buzina será instalado um chip que cobra o dobro caso o motorista berre perto de hospitais, ruas de baixa densidade demográfica, após às 22hrs em qualquer lugar, atrás, ao lado ou na frente do meu carro e a 500 metros da minha casa.

Se nada mais funcionar, que instalem a porcaria da dinamite nas buzinas e parem com esse barulho insuportável. O trânsito e a qualidade de vida de São Paulo agradecem.

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Coluna de segunda - Malditas espinhas

Quando se é adolescente, algo comum na pele do menino é o crescimento de protuberâncias, popularmente conhecidas como espinhas. Muitas lendas existem para explicar a origem desse mal, como chocolate, masturbação ou excesso de televisão“.

Na verdade, qualquer excesso que irritasse os pais seriviria de desculpa para essas porcarias aparecerem. E a &*%$ é quando elas se recusam a ir embora.

Vejam bem, eu tenho 30 anos e meu corpo parece uma rodovia brasileira de tanto buraco. Não há dia que eu não acorde com uma ponta branca na cara. Nas costas eu possuo tantas, que se um dia quiserem fazer uma simulação da galáxia, pode-se dizer que elas são as estrelas (NÃO! Lá embaixo não é Plutão!!).

O problema é que essas malditas não me largam e eu ainda sofro com outro mal: mora comigo uma espinhólatra. Carol é viciada em explodir nessas pequenas montanhas, como nós todos éramos para estourar plástico-bolha. Bonitinho, ok, mas quando o plástico fica nas suas costas, já viu, né?

Adianta falar que deixa marca, que cai sozinho com o tempo, que não faz bem e os dermatologistas não recomendam que esprema? Não. Para as marcas ela vem com Minancora. Mesmo que a espinha suma sozinha, ela sempre vai alegar que eu espremi escondido e que o papo dos médicos é balela de quem quer ganhar clientes. Ou seja, eu sofro.

Ontem mesmo foi dose. Eu estava com uma leve coceira nas costas e pedi que ela visse. Falou que era uma pequenininha e que em 1 minuto já não estaria mais ali. Tudo bem, fiz lá um charme, mas deixei espremer. Ela começou e logo em seguida o corpo de bombeiros foi acionado junto ao exército para tentar descobrir a origem daqueles gritos na noite. O vulcão Kilauea era uma torneira perto do que saía dali. No momento da tortura estava passando um programa na TV sobre dinossauros e eu comecei a entender a sensação deles quando os meteoros caíram sobre a Terra.

Passaram-se 10 minutos e eu já estava desfalecido além de 20 kgs mais magro. Ela pedia desculpas pela dor enorme que causava em seu marido, ao mesmo tempo que apertava mais e mais, talvez querendo tirar petróleo dali. Até que sugeriu usar uma faca. Faria um corte no buraco e a pressão explodiria tudo pelos ares. Lógico que não aceitei e a açougueira continuou. Mas até agora penso que talvez fosse um alívio mesmo. Para furúnculo isso funciona. Terminado o exorcismo, o buraco aberto era tão grande que um desavisado pensaria que aquela era minha barriga e aquilo seria meu umbigo.

Eu não sei o que essas porcarias fazem no meu corpo ainda. Tantos adolescentes por aí e elas cismam em me atormentar. Minhas costas dóem hoje por causa da flagelação de ontem. Algumas aparecem em locais muito sensíveis, como embaixo da orelha ou na ponta do nariz (a clássica). Mas podia ser pior. Esse maluco aí embaixo me venceu. Por enquanto, já que a das costas ainda não saiu toda e mal consigo me encostar na cadeira para trabalhar.

A maior espinha do mundo

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“Xeu vixta fhoi conxedida”

Alguns já sabem, outros não, mas eu tive o visto para os EUA negado anos atrás. Foi traumático, pois a tal entrevista não ocorreu e o agente consular mais parecia repórter do Globo Cidade, daqueles que faz uma pergunta e quando o entrevistado vai falar, corta dizendo “Fulano de tal, ao vivo para o Globo Cidade”.

Ficou essa marca na nossa cabeça e nós não queríamos passar por isso de novo tão cedo. Ainda mais que víamos amigos conseguirem o dito-cujo com uma facilidade monstro. Segundo nos relatavam, eles chegavam no consulado, lhes perguntavam “bom dia, quer fazer o que nos EUA?” e depois já estavam pagando o sedex para entrega do passaporte. Como sempre disseram, é mesmo uma loteria.

Não culpo o agente consular. O cara tem uma missão similar a de um árbitro de futebol. Em coisa de instantes, ele precisa decidir se aquela pessoa quer ou não morar nos Estados Unidos ilegalmente, partindo do correto princípio que todo turista é um imigrante em potencial. E por mais que recomendem levar o máximo de documentos possível (aí tem quem exagere e leva até carteira de sócio de clube de futebol), eles olham mesmo é o passaporte para ver se tem carimbos, so formulários se foram preenchidos com dados convincentes e a cara da pessoa, se está nervosa ou tranquila. O resto é aleatório e pode ser desde o imposto de renda até a tal carteirinha do clube.

Baseados na dica de nossa amiga Joanna, nós enfiamos uma carta que comprovava nosso trabalho atual no meio dos passaportes, forçando o agente a ver aquele logo da TV Globo, onde a Carol é explorada. Se foi isso ou não, jamais saberemos. O cara perguntou a respeito do trabalho, mas só depois de mencionar “voxêis saum cariôcas?” e eu explicar toda a nossa mudança para o arraial. Falamos até dos cachorros na entrevista. E outra lenda foi por água abaixo.

Não sei se fizeram algum treinamento ou baixaram alguma ordem, mas o fato é que o agente consular americano é extremamente simpático, fala claramente e te deixa à vontade com perguntas fáceis de serem respondidas, se você não estiver lá para mentir. Os mais complicados são os funcionários brasileiros, que fazem questão de te atender de maneira grossa, ríspida e com uma má-vontade de mesário em eleição em dia de sol a pino. Sempre ouvi que o agente me trataria de forma seca e rabugenta, mas tanto o que me negou quanto o de ontem, ambos foram respeitosos.

A entrevista me fez pensar nessa questão do visto e sua necessidade em todos os países que exigem, não só os EUA. Particularmente, entendo a importância da soberania de uma país, mas acho uma idiotice, visto que muita gente com condições razoáveis de vida vai e fica assim mesmo. Mas o pior é a tal da retaliação. Um brasileiro teria mil motivos para tentar viver nos EUA ou na Europa. Mas podemos dizer o mesmo do americano aqui? Todos sabemos que o Brasil só exige o visto por causa da tal reciprocidade, ok, justo, mas me apresentem um americano que realmente foi barrado lá, por não conseguir provar que possuía vínculos que o mantivessem nos EUA, onde se ganha mais e têm-se uma qualidade de vida bem superior.

Eu sei que é utópico, mas uma pessoa que dejsa viajar para outro lugar, onde a taxa de imigração ilegal é alta, poderia dar os dados de sua família como forma de segurança para o país de destino. Exemplo, eu entregaria nome, endereço e CPF dos meus pais e caso não voltasse em até 90 dias (o máximo permitido por visita), meus pais sofreriam sanções como bloqueio de crédito, passaporte retido, impdimento de receber quantias de fora do país e outras coisas. Duvido que um imigrante deixaria a mãe numa enrascada dessas.

Sou contra a imigração ilegal e não entendo como alguém aceita se submeter a limpar neve de porta de garagem só para ganha míseros 200 dólares. Mas enfim, eu tenho o visto e vou pra Disney.

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Elas tão descontrolada

Na boa, é tão ruim assim aceitar que o Flamengo é o líder? Parece um crime isso. As recalcadas da vida não aceitam que o time possa ter sido, até o momento, melhor do que os demais. Sempre arrumam “poréns” e “senãos” ao invés de reconhecer que o time tem sido eficiente onde precisa ser, dentro de campo.

As matronas mais excitadas sempre repetem o discurso de “o clube está falido e há pouco tempo lutava para não cair”. Ora bolas, qual clube brasileiro não está na beira do abismo? Alguns podem estar uns passos atrás, mas o cenário geral é de terra arrasada nos quatro cantos do país.

Se o Flamengo disputava para não cair, não pode ter melhorado? Na lógica pequeno-bairrista, o Palmeiras pode ter disputado a segunda divisão há menos de 10 anos, ter passado mais de 20 sem ganhar porra nenhuma, mas hoje tem o direito de ser líder e ter o melhor time, é isso? O “pavoroso Galo mineiro” (TINHORÃO, Oswaldo) é outro time que pode ser o líder e ter a campanha dos sonhos, mesmo que tenha também passado pelo inferno e sua maior glória se reduza a “campeão do gelo”. E aí vão na toada Grêmio, Fluminense e Botafogo. Só o Flamengo não pode.

Tem gente apavorada com a possibilidade do Flamengo ser campeão brasileiro. Em sua cegueira raivosa, preferem se ater à esquemas esdrúxulos e criar teorias de manipulação da CBF. Pois é, a Casa Bandida do Futebol, que não reconhece o título de 87, agora quer que o Flamengo seja campeão para entregar a taça de bolinhas que o São Paulo tanto deseja e falou mil vezes que receberia, mas está até hoje esperando o tal jogo comemorativo. Está tudo esquematizado. E as escapadas da segunda-divisão também fizeram parte desse processo.

Ah, façam-me o favor. Aceitem o fato que o Flamengo pode ganhar um título sem ajuda de arbitragem, sem tabela a favor ou coisas semelhantes. O Vasco ganhou o estadual de 98 por desistência dos demais grandes (capitaneada pelo Kléber Leite), dada que a tabela era escandalosamente a favor do time do Eurico. E a favor ou contra, os times todos se enfrentam e só é campeão quem vence mais no final.

Ou isso ou estamos diante da confirmação de um fato que o Gustones aponta em sua Jihad: o Flamengo é maior e por isso tem a ajuda da CBF. Afinal, o Flamengo é essencial. O resto é sobra da feira.

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Ao que parece, todos erramos na hora de chutar o valor da venda do Renato Augusto. Na verdade, ele saiu por 150 bilhões de euros. Basta ver que Kléber Leite já anunciou, só com essa grana, a permanência do Íbson, 50% de Marcinho, aumento salarial de 30% e mais dois anos de contrato pro Caio Jr, além de falar que vai trazer dois meias de Seleção, um atacante, construir o CT, erguer um estádio para 200 mil pessoas, adquirir os imóveis ao redor da Lagoa para ampliar a sede, comprar o Google e montar uma estação espacial para treinar a equipe para o Campeonato Espacial de 2009. Afinal, como diz a diretoria, o Flamengo é cósmico. Tudo isso, segundo Kléber Leite, com a grana da venda do Renato Augusto. E ainda sobra troco.

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Frase de PVC:

O Flamengo tem trabalhado para se transformar no melhor time do país há dois anos. Trabalho lento e em silêncio“.

Oportunismo pouco é bobagem. O mesmo PVC escreveu no ano passado que o time era apenas bom, e há dois anos vaticinou que os jogadores era refugos de outros clubes, citando como exemplo Léo Moura e Juan. Não só ele, como muitos jornalistas que hoje aproveitam o momento para dizer que o Flamengo é favorito.

Não, o time não foi formado assim. Em 2005, o Flamengo havia acabado de fugir de mais um rebaixamento, aquele com o Joel e o Ramirez. Aquele que o Kléber Leite prometeu que ajudaria e depois cairia fora. Naquela ocasião, o clube era refém do Eduardo Uram (hoje ainda o é) e não tinha dinheiro para pagar a conta de água.

Precisavam de jogadores para 2006, arrumaram alguns e mantiveram outros. Em 2006 conquistaram a Copa do Brasil numa final contra o Vasco, mais falido ainda, onde o ataque era o gordo Obina e o obeso Luizão.

Daí em diante, o único reforço da conquista até 2007 foi Juninho Paulista, que saiu banido do clube após o fiasco na Libertadores 2007 e ainda perderam Renato, principal referência da equipe. Lembro também que Ney Franco havia escalado uma cacetada de jogadores da república do pão-de-queijo, que hoje não tem nenhum na Gávea. Ou seja, mudou bastante em 2007.

No meio do ano o time mudou, mas não para a temporada e sim para fugir do rebaixamento. Trouxe Roger, Íbson, Jonatas e Fábio Luciano. Os três primeiros com contrato curto e o último nas últimas da carreira. Jonatas sequer tem jogado.

Era um time na zona de rebaixamento e ninguém, repito, ninguém, acreditava que chegaria na Libertadores. Chegou. Sim. Reforçou? Não. E já mudou de treinador de novo.

Íbson, refugo do Porto. Roger (que já foi) e Bruno, do Curintia. Jonatas, do Espanyol. Fábio Luciano encerrando a carreira. Léo Moura sem clube e Juan abandonado pelo Flu. Kléberson sem jogar há um ano. Chegamos à conclusão que todos os clubes são burros e só o Kléber Leite é fodão e viu nesse pessoal a garantia do nosso futuro. Merece até filme em Hollywood. Montaram um time de refugos que comprou a filosofia do Joel e funcionou.

Não me venham com essa de time montado criteriosamente. Como sempre, esse Flamengo foi montado aos trancos e barrancos. Nunca teve dinheiro e sempre foi pensado para durar seis meses, no máximo um ano. Acontece que os JOGADORES (e a comissão técnica, claro) estão afim. Eles querem ganhar e finalmente entenderam que não tem ninguém muito melhor por aí. Mas planejamento? Time montado criteriosamente? Pra cima de mim, não.

Posted on by lucas dantas
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