Finalmente descobri para que serve o Twitter. Além de me fazer esquecer que existe blog, funciona como um amplificador de pensamentos como jamais visto no mundo. Sempre pensei em como os povos no planeta estariam reagindo às notícias mais importantes, mas acabávamos reféns da TV. No 11/9, a Internet sofreu sua primeira grande “baleiada” e muitos portais caíram. Aparentemente aprenderam a lição. Mas aí morreu Michael Jackson e a baleia (não a Free Willy) voltou.
Surante todo o dia 25/06 mensagens, piadas e links para notícias choviam no Twitter e pela primeira vez um único assunto dominou todos os trends do serviço. Não havia quem falasse de outro assunto. Lógico e compreensível. Mas criou-se agora uma expectativa de como será o próximo. Eu prefiro pensar como teria sido em outros acontecimentos históricos.
Titanic
@umcaraaí Transatlântico de luxo manda sinal de SOS no Atlântico.
@outrocaraaí Parece que o Titanic bateu num iceberg e está afundando.
@rose_dawson Estamos no Titanic e não tem barcos para todo mundo. A banda ainda toca e eu não sei nadar. #comofaz?
@jack Consegui um ticket pra esse barco num jogo de cartas, mu juntei com uma rica e agora to afundando no mar gelado. VDM
@Cal_Hockley (in reply to) @jack HAHAHAHAHAHAHAHAHA
@touristguy Consegui escapar do Titanic, mas uma galera vai morrer. :-( http://is.gd/1ePe2
O Titanic seria como o Air France: chocante no início, mas depois cairia no esquecimento. O que não aconteceria no dia 06 de agosto de 1945.
@aquelecarala Explodiu uma bomba sinistra em Tóquio. Os americanos mandaram uma bomba randômica.
@outrocara Não foi em Tóquio, mas em Hiroshima. http://is.gd/1ePR0 Clarão absurdo no céu.
@h_chavez Bomba atômica no Japão. Americanos apelaram!!!
@manifestanteshippies Japão não se rende. Bora Japão. #foraUSA
@mr_manson Agora, o que tem de hot roll em Hiroshima não é sacanagem. Churrasco de sushi.
O Twitter sempre começa com notícias sérias, mas com o tempo as piadas (muitas de péssimo gosto) vão chegando e dominam o espaço. Vira um tal retwittar as mensagens que você nunca sabe onde vão parar suas mensagens. E quem não fica todo orgulhoso em ver um RT na frente do seu nome mesmo quando mandou uma mensagem bem vagabunda?
Alguns acontecimentos talvez fossem capazes de acabar com o tráfego online, se existisse o twitter e afins na época. A morte de John Lennon, por exemplo, eu aposto que travaria até site pornô. E quem não estivesse em NY poderia ver todas aquelas pessoas em frente ao Dakota cantando All We Need Is Love através de streamings live e fotos que pipocariam na rede a cada segundo. E, claro, as famigeradas mensagens.
@denovoocara Morre Lennon.
@ooutrocara Mataram o Lennon!!! E o &%$# do Ringo continua vivo. #megafail
@piadista_sem_graca All We Need Is Love, and some bulletprof jacket
O twitter ainda será experimentado em diversos casos. Absolutamente tudo o que acontecer no mundo terá uma reverberação no site. As empresas já se tocaram disso. É uma forma de divulgar trabalhos e serviços muito mais barata do que pagar rios de dinheiro por campanhas meia-boca de agências egocêntricas.
Mas o melhor mesmo é que o twitter funciona como uma extensão de nossos pensamentos. Como se tivéssemos uma máquina do doutor Hans Chucrutz ligada a nossa cabeça permanentemente e transmitindo tudo o que pensamos para o resto do mundo, em tempo real. Rapidamente mudamos de opinião e mostramos todos os tipos de sentimentos à medida que as informações vão chegando. Posso dar como exemplo uma hipotética twittada num dia triste para o Brasil.
A raiva - Porra, Senna. Bateu de novo?
A preocupação - Senna bateu forte. Mas vi pela TV que ele fez um sinal positivo com a cabeça. Vai sair dessa.
A indignação - #forçaSenna deviam parar a corrida.
A tristeza - meu deus…o senna morreu. LUTO.
A piada - sabe qual foi a última curva que o Senna fez? Não, a Tamburello ele não fez.
Fantático que sou pelo futebol, fico imaginando o gol mil do Pelé sendo twittado mundo afora.
No Rio - @carioca_no_maraca Penalti pro Santos! Agora sai o 1000 ou um zagueiro do Bahia vai atrapalhar de novo?
Em São Paulo - @bixiga Gooooool mil! Mas por que raios o negão escolheu fazer no Rio???
Em Buenos Aires - @torcedordoBoca Pelé? El macaquito? Me gusta más Di Stéfano.
Nos EUA - @EUA What is soccer? Where is Brazil?
E o 11 setembro….
World Trade Center pegando fogo.
Você viu? Acabou de entrar um avião no WTC!!!
A internet tá baleiando muito. Não consigo entrar em nenhum site!!
A queda do Hindenburg, o incêndio no Joelma, o fim do muro de Berlim, o tsunami na Ásia… Muito se passou e o twitter não viu. Mas em breve ele será usado como o principal meio de informação das pessoas. Os textos longos estão ficando para trás. Eu mesmo mal escrevo aqui. É muito mais fácil e rápido fazê-lo em 140 caracteres.
Posted by lucas dantas on Jun 26, 2009 in Uncategorized
Eu não vou me delongar sobre a Seleção. Todo meu histórico aqui já mostra o quanto eu acreditava no trabalho antes e agora então é que não vou repetir tudo. Mas lendo a Internet Brasil afora, eu estava pensando num novo modelo de gestão, convocação e treinamento da Seleção Brasileira.
Deveríamos abolir o técnico. Ele não serve para nada. Zagallo, Parreira, Luxa, Felipão, e agora o Dunga, todos passaram pela mesma pressão e questionamentos provocados por rixas bestas e bairristas de jornalistas recalcados ou de mal com a vida. Então, acabemos com isso.
A partir de agora, a Seleção será convocado por uma comissão de bons. Rodrigo Paiva organizará um simpósio com especialistas dos principais veículos do país. O Globo mandará Renato Maurício Prado, com seu padawan Gilmar Ferreira, e Fernando Calazans. Da ESPN irão Juca Kfouri, José Trajano e Fernando Calazans. Sim, de novo. Ele é tão chato que consegue ir duas vezes. O Sportv, ah, o Sportv, esse enviará um séquito. Liderados pelo sábio André Rizek, os jornalistas Mauricio Noriega, Milton Leite, Telmo Zanini, Sidney Garambone e Marcelo Barreto representarão o canal campeão. A Globo, TV, não poderia ficar fora dessa e mandará ninguém menos do Galvão Bueno, que acumulará as funções de conselheiro, mediador e voto de minerva. Afinal, o que o Galvão fala é lei. Falcão e Mauro Naves acompanharão para concordar com tudo e Arnaldo Cézar Coelho será o responsável por definir o menu do jantar. Também comparecerão os frilas ou jornalistas que ninguém dá muita atenção, como Alberto Helena, Michael Laurance, Flavio Prado e outros famosos quem?.
O evento deverá ocorrer duas semanas antes do jogo e será sempre na sede d’O Globo, no Rio, para manter a crítica de que a Seleção privilegia os cariocas. Durante o simpósio, ironicamente fechado para a imprensa, os cardeais da mídia debaterão sobre todos os jogadores em atividade que podem servir à Seleção. Passarão dois dias analisando as condições físicas, os últimos jogos, o histórico a ser respeitado, se tem gente no Brasil melhor, os que agradam a torcida da cidade que receberá o jogo, os que tem R no começo do nome para o Galvão berrar, quem sabe dar entrevista ao final do jogo e aqueles que preencherão a cota fixa da Nike.
Os critérios que definirão o time convocado não poderão ser questionados por ninguém, afinal, a própria imprensa os apontou. O povo terá certeza que foram convocados os melhores, após minuncioso estudo dos jornalistas que passam o dia inteiro acompanhando futebol. Nenhum atleta será convocado para atender interesses de empresários. Um livro de regras deverá ser criado e seguido por todos os cardeais. Algumas das ordens eu já posso adiantar.
1. Futebol é momento. Portanto, convocaremos apenas os melhores jogadores da última rodada do Brasileiro, segundo a pontuação apresentada no Cartola FC. os estrangeiros serão convocados baseando-se nos resultados da rodada, dando prioridade àqueles cujos gols e propagandas passam no Jornal Nacional.
2. Uma experiência por convocação, mas precisa ser um jogador que quando estava no Brasil era horroroso e hoje é campeão, na reserva, por uma equipe de ponta do futebol mundial. De preferência com passagem no Expresso da Bola.
3. O goleiro precisa ter a mídia ao seu lado. Preferencialmente tem que dar entrevistas bombásticas ou ameaçar (em rede nacional) processar jornalistas que pensam que sabem alguma coisa.
4. Tem que ter um jogador do Flamengo.
5. O artilheiro do Brasileirão, se for do Rio ou de São Paulo, precisa ser convocado sempre. Mesmo que mude na rodada seguinte. O artilheiro do Campeonato Paulista também deverá ser convocado.
6. Só dois volantes por convocação, sendo um deles reserva. O time só pode jogar bonito, mesmo que perca até do Olaria.
7. Convocar jogadores que não aceitem comparações com os antecessores e causem polêmicas nas entrevistas.
8. Será feita uma renovação inicial, mas ao final serão convocados jogadores de 2006, 2002 e, se bobear, até de 1994.
9. Convocar sempre um jogador da cidade onde a Seleção jogará.
10. Chamar o Ricardo Rocha para dar palestra e animar o time.
Essas serão algumas regras, mas um ponto precisa ser definido. Quem será a virgem que colocarão na boca do vulcão? O distribuidor de coletes, ou representante técnico (seu cargo oficial) também será definido nesse conclave e precisa ser alguém de pulso firme (com o time, mas suscetível aos pedidos da imprensa), com muitos títulos e experiência para montar esquemas, mesmo que reúnam os jogadores apenas um dia antes da partida. Precisa ter esse gabarito, ou a Seleção vai ser representada por um qualquer?
Durante as partidas, o representante técnico ficará com um ponto ligado ao som da TV Globo e ouvirá do Galvão, com a “de acordo” do Falcão, as instruções e comandos para substituir algum jogador. O primeiro a sair será sempre o volante, independente do resultado.
Após o jogo, em caso de vitória, ele será criticado e demitido por não ter goleado o adversário. Outro com mais experiência assumirá o cargo. Se golear, seus méritos serão diminuídos pela “fragilidade do adversário” ou “desinteresse do rival na partida”. Será demitido, pois só ganha de galinha morta.
Em caso de derrota, demissão e exílio. Será criada uma “Era” com seu nome que marcará o fracasso do seu trabalho. E os cardeais se reunirão de novo para definir o que é melhor para a Seleção Brasileira de futebol.
Tenho certeza que dessa maneira, o Brasil caminhará para um futuro brilhante no esporte. Se a imprensa ditar as regras, não tem para ninguém. Afinal, temos um exemplo de como eles sabem o que é melhor para o povo. Ou vocês já esqueceram das eleições presidenciais de 1989?
Posted by lucas dantas on Jun 15, 2009 in Uncategorized
O que ocorre com a NET.
Desde o mês de Abril, quando a NET cortou indevidamente o meu sinal e gerou sucessivos transtornos, o problema apenas se agravou ao invés de encontrar uma solução.
No dia 22 de maio, o sinal foi novamente cortado em minha residência. Liguei para a NET e fui informado que havia um débito proveniente de um acordo que teria sido feito no dia 21 de abril. Na verdade, uma contestação de dívida, segundo os próprios, o que anularia o pagamento que realizo mensalmente através de débito em conta, no Banco do Brasil.
Porém, no dia 05 de maio, o débito foi feito normalmente. O valor R$ 370,73. Isso, 15 dias depois do suposto acordo. E não cai para a NET.
Nesse dia 22, eu entrei em contato pela primeira vez com a ouvidoria e falei com Viviane (protoloco:. 10.01.410). Ela me disse que não havia nenhum acordo feito da minha parte e que essa suposta ligação do dia 21 de abril não existia. Prometeu uma solução e que tudo estaria resolvido em 72 horas.
No dia seguinte, Karina Silva dos Santos, da seção Recuperação de Cliente, me ligou para conversar a respeito. Afirmava que existia o acordo e me pediu uma comprovação do pagamento feito em débito na conta. Enviei, no mesmo dia, um e-mail do qual recebi comprovação de recebimento da própria poucos minutos depois.
Na segunda feira, 25 de maio, mandei o mesmo arquivo, por fax, para 11-2111-2633, número esse passado pela Viviane, da ouvidoria. Na quarta-feira, o sinal caiu.
Como foi após o horário da ouvidoria (20hrs), tive que ligar para o 4004-7777 e solicitar que fosse religado. Após mais de 20 minutos ouvindo gravações e sem falar com ninguém, consegui o sinal. Para ser desligado novamente na quinta.
Liguei para a NET, no horário do meu trabalho, e no atendimento me informaram que “se a ouvidoria está tratando, ela deve continuar tratando”. Liguei então para o canal e falei com Taíssa (prot:. 10.19.012) que além de reabilitar o sinal, pediu uma “inibição no contrato” que impediria o desligamento futuro, até a solução do problema.
Na sexta feira o sinal caiu de novo, às 16hrs.
Novamente ligando do trabalho, falei dessa vez com Jackson (prot:.10.21.377) que afirmou “que a Taíssa não pediu corretamente a inibição e que seria feito agora, sem falta”, além de religar o sinal.
Apenas no sábado, às 14hrs, ao ligar novamente para a ouvidoria e falar com a Fernanda (prot:. 101.88.74) o sinal retornou e nova inibição foi solicitada.
Na terça-feira, dia 02 de junho, eu estava na rua quando me ligaram da ouvidoria informando que o problema havia sido solucionado. Me tranqüilizei, mas dois dias depois caiu de novo. E assim vem se seguindo sistematicamente a cada dois dias.
Liguei para a ouvidoria e falei com Luciana (10.24.506), com Renata (duas vezes) no setor de cobrança (003.0900.911.190.71), e a situação chegou ao cúmulo de eu ligar no dia 12 (102.83.68 – não tenho o nome) e cair cinco minutos depois de conversar!
No dia 13 caiu mais uma vez e falei com Kelly (103.10.76) que solicitou outra inibição e mais do mesmo de sempre. O sinal caiu de novo mais uma vez na madrugada de sábado para domingo e sem poder falar com a ouvidoria, liguei para o 4004 e conversei com Felipe (003.090.094.996.434), onde pude comprovar que nada está sendo feito e os sistemas não conversam.
Ele informou que havia o débito citado lá em cima. Eu falei que mandei os comprovantes, mas ele não tinha nenhum informe disso. Comunicou que faria uma pesquisa do pagamento e anotaria como se fosse uma “promessa de pagamento”, para poder reabilitar o sinal.
Ou seja, eu ainda tive que prometer que pagaria o que já foi pago. Ainda recebi uma carta cobrando um valor de R$ 329,80 referente a maio e ameaçando enviar meu nome ao Serasa. Isso me apavora, pois prova completamente que a NET não sabe como resolver esse caso.
Resumindo a história. Estou com os meses de abril, maio e junho pagos através de débito em conta, todos os comprovantes em mãos, mas a NET não encontra esses pagamentos. Tenho os protocolos de ligação que pedem inibição do corte, mas nenhum surtiu efeito. Agora ainda fui ameaçado de ter o nome enviado para o Serasa.
Ontem foi um dia especial e ao mesmo tempo comum para os setoristas que cobrem o Flamengo. Especial porque Kléber Leite lhes deu matéria numa noite que o time teve mais uma (péssima) atuação na sua média. E comum porque o magnânimo repetiu a ladainha corriqueira, colocando o mundo contra o Flamengo. E, claro, tem gente que aprova, faz barulho, grita junto….
Sua entrevista baseou-se em dois pontos focais. Um sobre a preventiva punição ao marrentinho da camisa seis. O outro, e o melhor para mim, sobre a contratação do deprimido Mega-Sena (alcunha dada pelos policiais que adoram “encontrá-lo” nas ruas do Balneário). Vamos separar em dois.
A primeira parte da entrevista é sobre o Adriano. Coloquem o vídeo acima nos 0:08 segundos (SE NÃO RODAR, CLIQUE AQUI). Ele diz, na frente das câmeras e sem piscar, que “o Flamengo tem condições de pagar a qualquer um”. Sim, isso mesmo que vocês leram. Talvez esteja aí a resposta que todos procuramos para o enigma rubro-negro. O Flamengo não paga os jogadores e funcionários, mas paga a Qualquer Um. Para esse, o clube sempre tem condições, pena que no time ele não joga, mas sim seu irmão gêmeo, o Qualquer Merda.
Na sequência veio com “o Flamengo trouxe o Romário, trouxe o Edmundo numa época que o futebol era distinto”. Não sei o que ele quis dizer com “futebol era distinto”, mas sei que o Romário cobra 18 milhões de reais de dívidas a respeito de salários não pagos e empréstimos feitos pelo jogador, enquanto Edmundo custou a promessa de um shopping, cujas ações dos investidores hoje assombram o clube com a possibilidade de enormes penhoras. Isso o magnânimo não fala, só afirma o tempo todo que a grande tragédia financeira é a penhora do Pet.
Ainda sobre o caso, o vice-presidente que não larga o osso declarou ao jornal O Globo, na edição do dia 29 de abril, a seguinte frase: “Vínhamos trabalhando há muito tempo (…) mas não é inteligente nem prudente falar nisso agora. A partir de segunda feira, o assunto volta com tudo”.
Lembram que uma vez eu disse que o que diferenciava o Flamengo do KL do Vasco do Eurico era apenas e tão somente que o dirigente vascaíno não escondia o que fazia? Pois é, deixem-me repassar um caso antigo.
Edmundo foi para a Fiorentina em 97 e não queria. Ficou um tempo, arrumou problemas e forçou sua volta. O clube italiano o vendeu para o Vasco por um preço mais alto do que o da compra, porém bem mais baixo que o valor real do jogador naquele momento. Euricão disse inúmeras vezes que induzia Edmundo a dizer que não estava feliz e queria voltar. Tanto chorou que conseguiu.
Adriano fez parecido, mas de forma discreta. É lógico que uma pessoa pode se sentir infeliz no trabalho ou em outro país, isso é normal, ainda mais se tratando de acéfalos culturais como esses jogadores que gastam fortunas em carro ao invés de estudarem o que não puderam quando crianças. Adriano conseguiu que seu clube o liberasse sem ônus e nem mesmo a quarentena comum no mundo dos negócios quando se tratam de altos executivos. E Adriano é um grande executivo do futebol.
Eis que sua depressão curou, agora ele quer o Flamengo e Vasco-versa. Kléber Leite diz que estão trabalhando nisso há muito tempo. Coincidência? Vocês me digam. Mas vai virar moda esse negócio de jogador ficar “tristinho” voltar.
A segunda parte da entrevista trata da punição preventiva ao Juan. Kleber Leite diz que as tais forças ocultas estão por trás do processo e querem prejudicar o Flamengo. Claro, são sempre as forças ocultas. Há mais de 15 anos que elas prejudicam o Flamengo.
Ele fala que o tratamento dado ao Flamengo é diferente aos demais clubes. Sim, é. Em 2007, todos os clubes cariocas jogaram normalmente durante o Pan, menos o Flamengo. Adiaram “trocentas” partidas e o time conseguiu o terceiro lugar no Brasileiro. Mostra como o Flamengo é diferenciado.
Diz também que vai responsabilizar pessoalmente quem prejudicar o Flamengo. Como prometeu que o time não jogaria na altitude, e jogou. Como resolveu iniciar uma cruzada contra o Simon e mandou para a FIFA um vídeo de um pênalti que realmente existiu, só esquecendo-se de enviar também a câmera que provava a penalidade. Agora mandou outra, num jogo que não tinha absolutamente nada a ver com o Fla.
Para completar, ameaça parar o Estadual caso o Juan seja punido pela sua infantilidade babaca. Parecido com o que fez em 1998, quando literalmente obrigou o Flamengo fugir do Campeonato Carioca, entregando-o de bandeja pro Vasco na ocasião de seu centenário.
Esse é o estilo Kleber Leite do qual eu já estou bem saturado. O Flamengo nunca perde. Sempre tem algo que o derruba. O imponderável do America do México, o erro do Simon, as parcerias estranhas entre a Federação e todos os clubes contra o Flamengo. E, claro, o esquema Globo+CBF para prejudicar o clube a favor dos times de São Paulo.
As centenas de contratações e a enorme dívida que ele deixou no clube com sua política troca-troca a cada seis meses não tiveram influência nenhuma. Mas, e daí? Está chegando o pentatricampeonato, que vai limpar tudo isso e colocar o time no rumo das glórias novamente. Ou é o que dizem alguns.
Quase que uma tragédia se configurou hoje. Passeava eu com meus cachorros pelas ruas próximas à minha casa, quando, ao passar por uma praça, um pitbull solto veio em disparada na direção deles. Eu gritei para que caísse fora, coisa que funciona com cachorros em geral, mas ele ignorou. O ataque era iminente.
Ele foi direto no Suflair, ainda bem. Tivesse ido na Trufa, a teria matado rapidamente. Como foi no Suflair, e o pegou pelas costas, mordeu uma na gordura e não penetrou. A minha reação foi instantânea.
Primeiro, dei um chute em suas costelas. Vi que não adiantou e, então, pulei em cima dele. Dizem para não se interferir em briga de cães, mas eu me meti sim. Como qualquer um faria com seus filhos. Não podia assistir o meu cachorro ser morto na minha frente. Pulei em cima do pit e agarrei o seu pescoço, no mais perfeito mata-leão que já dei na vida. Como ele estava ainda tentando morder num lugar mortal, ele soltava e, numa dessas, meu peso em cima de seu corpo o fez largar o Suflair.
Cai nas costas dele e vi ali que já o tinha dominado e possuíia duas opções do que fazer. Como eu brinco com meus cães e os imobilizo de vez em quando, sei que mesmo nesse golpe eles conseguem dobrar o pescoço o suficiente para morder meu braço. E o pitbull é forte demais.
Troquei o mata-leão por segurar seu pescoço pelos lados, como se segura um cachorro. Eu ia partir para a segunda etapa, que seria desferir cotoveladas em sua cabeça para apagá-lo, mas os donos chegaram. Pedi que a dona o segurasse pela coleira, enquanto seus amigos o arrastariam e eu lentamente sairiaía de cima. Eu sabia que seria mordido se algo desse errado. Tenho certeza que se o cachorro possuísse orgulho ou memória, iria querer minha cabeça em sua tigela de comida. O som do animal rosnando no meu ouvido até agora não saiu. Mas conseguiram arrastar o bicho e finalmente pude olhar o Suflair.
Fui verificá-lo já imaginando que ele estaria bem machucado, mas não. Graças a sua gordura, os dentes não entraram e ele estava apenas babado. Graças também, claro, ao fato d’eu não me desesperar e ficar apenas gritando.
A dona retirou o seu cão e fiquei conversando com os amigos dela, os famosos machos de jiu-jitsu que eu duvido que tivessem culhão para brigar com o pit com as próprias mãos. Mas eles entenderam a situação e estavam impressionados com o que fiz. Eu mesmo fiquei depois pensando nisso, mas a vida dos dois marrons aqui são o que tenho de mais importante hoje. Por eles e minha mulher eu faço qualquer sacrifício. Já soube de mãe que pulou em cativeirio de jacaré para salvar um filho. Hoje eu entendi como são essas coisas.
Nada tenho contra a raça pitbull, só acho que cada cachorro tem sua particularidade. O dono, então, precisa conhecê-la a fundo. É um cachorro que não se sociabiliza com outros. Não obedece ao dono quando parte para o ataque e só é parado com a morte ou uma ação forte da gente. Nós, humanos, não somos uma arma de matar, mas de defender, e usamos a inteligência. Se existe um Deus, hoje dou graças a Ele por me dar a tranquilidade de Romário na pequena área para pensar cada movimento e saber o que fazer na situação. Eu já tinha pensado nisso inúmeras vezes, é um medo meu encontrar uma fera dessas na rua, por isso consegui, quase que por instinto, agir corretamente em todos os passos para manter o meu cachorro vivo. E agradeço muito ao meu irmão Thomaz, que me ensinou o básico da luta no chão e é graças a ele que eu aprendi a dar o mata-leão que parou o pitbull.
Vida que segue, mas agora eu só saio a rua com uma faca na mão. Até passar o trauma.
E o Kiss veio. Mas eu não kiss ir no show. Tá, trocadilho pavoroso, mas não tinha como evitar. Muita gente veio me perguntar se eu fui, só porque sou do rock e ando por aí com um case de guitarra em formato de caixão, e todos se surpreenderam quando ouviram o não. Na boa, eu não queria ir.
Era caro, lugar aberto, longe e com um monte de música assim assim. Carol tava na pilha. Se ela conseguisse ingresso, beleza, mas eu confesso que não fiz o menor esforço. Não sou fã do Kiss nem nunca fui. Acho eles o Beckham do rock e Vasco-versa. É muito marketing e maquiagem para pouca produtividade. Só funcionam quando fazem aquilo ali exatamente como são programados. O inglês também só dá resultado em time montado sem depender dele. Me digam, o que de bom fez o Kiss sem a maquiagem? Lick It Up??? Dêsmelivre! Esse clipe é uma das piores coisas já filmadas. Nem um dueto Wando-Rick Martin com Dominó fazendo coreografias ao fundo conseguiria ser tão canastrão.
Esse troço aí foi o início da fase sem pinturas na cara. E coincidentemente, o começo do declínio da banda. Entende-se, né?
Eu lembro de quando era criança e os caras vieram para o Brasil. Se não me engano, a apresentação em São Paulo foi a última com maquiagem, até a volta do adereço há alguns anos atrás. Meu irmão arrastou meu pai e ambos foram para o Maracanã. Eu tinha cinco anos, então o Thomaz tinha 8 ou 9, dependendo da época do show.
Tínhamos apenas e tão somente uma fita K-7 do Creatures of the Night e a música I Love It Loud tocava 24×7 no som da sala. Culpa do Thomaz. Pedi para me levarem, mais porque eu era o irmão mais novo que queria tudo do mais velho do que pela banda (achava que a Cássia Kiss era membro do grupo, vejam vocês), só que meu pai disse “isso não é som para criança”. Com certeza!!! Eu cresci e continua não sendo.
O Kiss é um daqueles grupos dos quais é proibido falar mal. Uma espécie de Teatro Mágico (já tem o teatro e as pinturas) com muito mais história. Músicas bobas e simples, refrões pegajosos, fãs caracterizados e todo mundo fala “o show deles é ótimo porque tem um monte de pirotecnia”. Mas vá criticar que você apanha. É uma seita, um culto fanático onde a música é realmente o menos importante.
Mais ou menos como o Flamengo hoje em dia. Vende muito, tem a maior torcida, a camisa é linda, sempre lota os estádios, só que ninguém para e pergunta: vem cá, mas isso aí é bom?
Ou o Beckham.
Claro que o jogador inglês veio depois, então ele se inspirou nas lições de marketing na banda. Mesmo sem conseguir grandes feitos individuais, o cara foi vendido para a Ásia como o messias do mundo moderno. Na sua transferência para o Real Madrid, vendeu em apenas uma hora tanta camisa que pagou a conta de sua venda. Tira o marketing e o glamour do cara e o que você tem? Um jogador mediano. Tira as atrações circenses do Teatro Mágico e o que você tem? Uma banda mediana com músicas plastificadas para rádio. Tira a maquiagem e a encenação do show do Kiss e o que você tem? Dois caras que vivem de sucessos de mais de 30 anos e um bando de alucinado que acredita num mito maior do que é na verdade (parece o Curintia).
Não estou sendo chato. Existem provas do que estou falando.
Na década de 90, a banda estava num ocaso absurdo. Seus shows não enchiam mais em lugar nenhum, a não ser na América Latrina onde haviam tocado uma vez na vida. Aí é mole, até The Police enche. De tão amargurados que estavam por ficar longe dos holofotes, se juntaram e falaram para todos que era por causa da grana. Pintariam a cara de novo, tocariam apenas os clássicos e fariam uma turnê mundial. Pronto, apareceu fã de Kiss em tudo o que era lugar, igualzinho a torcedor do Botafogo em 1995. Antes do título não havia nenhum. Depois, uns três ou quatro (algo em torno de 80% deles) me passaram a encher o saco diariamente.
Os estádios lotaram mundo afora e pintar a cara como os músicos virou moda. Ganharam uma fortuna e voltaram para o mercado com pompa e circunstância. Mas fizeram algum disco bom depois disso? Não. Nenhum. Zero. Nada. Necas. Porra nenhuma. Nem mesmo com os roquinhos vagabundos do passado. E seus shows começaram a ser uma variação sobre o mesmo tema. Tal como os Stones, o Kiss pelo menos se dava o trabalho de mudar a ordem das músicas no set list e as luzes de palco, mas os shows eram rigorosamente os mesmos.
É claro que para brasileiros e argentinos isso é ótimo, já que recebemos a banda de vez em nunca. Mas os americanos e europeus já conhecem o script, tanto que o ingresso lá fora não é caro e os públicos não chegam perto dos daqui em quantidade. Por isso que os caras quando sobem no palco repetem a todo instante “we love you, Braziilll!”. Um sinal de respeito para com quem ainda acredita que eles são sérios.
Eu não odeio o Kiss, pelo contrário. Acho o som legal e reconheço a importância da história deles. Só penso que são muito mais do que merecem, pela música. Como case de marketing, são imbatíveis. Nunca uma banda vendeu tanto. Bonecos, filmes, jogos, carros e até caixões para os “fãlecidos” (pééééssima essa…) dormirem o sono eterno com o Gene Simmons. Devem ter demitido, porém, o seu gerente de marketing quando souberam que o Metallica lançaria o Guitar Hero. Nessa eles perderam.
Fazer um show cenográfico é legal e “do jogo”. Mas poderiam aprender com o Iron Maiden, que se sustenta só com a música.
Tinha que ser assim. Como em tudo nesse mundo, há os satisfeitos e os ranzinzas. Eu sou um ranzinza que raramente fica satisfeito. E em se tratando de cigarros, menos ainda. Precisou de uma lei para educar o povo, mais uma vez. Não apenas os brasileiros, pois o problema do cigarro é mundial e nem estou falando das doenças que ele traz, mas da questão da educação mesmo.
Já perdi a conta de quantas vezes eu precisei mudar de lugar por causa de uma fumaça desgraçada. Mesmo com avisos de probição de fumo, lá estavam aqueles que se julgam os donos do mundo só porque tem o poder de soltar fumaça pela boca. Se acham deuses, esse fumantes. Já observaram a pose deles? Teve uma edição do Livro do Ódio MAD (quase foi o nome desse blog, mas seria enxaqueca demais) para o não-fumantes que apontou exatamente isso.
tá gozando, querida?
Não vou perder meu tempo com discurso acalmando fumantes e dizer “não tenho nada contra quem fuma”, porque existem os bons e os maus. Tenho muito amigo que fuma, parente que fuma, já namorei menina que fumava (quando eu beijava parecia que estava lambendo um tapete) e obviamente o fato de gostar de uma pessoa vai além disso. Ainda mais sendo jornalista. Parece que cigarro e café são essenciais para os “coleguinhas” como o revólver para o policial.
O que não suporto mesmo é o cara que tá fumaçando e andando para os demais e sequer pensa que outras pessoas estejam por perto. Pior ainda são os fdps que fumam para o lado e abaixam o cigarro para não incomodar as pessoas que estão na MESMA mesa!!! E dane-se quem tá do lado!!!!
O fumante é um porco por natureza. O cara consome um negócio que dá um bafo insuportável, deixa os dentes encardidos, a mão fedendo e impregna até o cabelo. Para o ambiente, o resultado é uma fumaça preta fedorenta, um ar nauseabundo, espirros e lacrimejações espalhadas.
Já tive que descer de ônibus por causa de cobrador e motorista fumando. E adianta reclamar? O cara é o “dono” do veículo. Ligar para a empresa é dar murro em ponta de faca. Chamar a polícia para fazer valer a lei, tá, boa essa… Na faculdade teve um professor que quis crescer pra cima de mim com esse papo de cigarro. O cara começou a fumar numa aula empresteando a sala e eu educadamente pedi que apagasse. Era proibido (com sinalização na parede!!!!) e a Carol estava perdendo a aula, pois tinha saído para poder respirar (ela tem asma). Ele fez piadinha do tipo “vou ver se interrompo meu raciocínio para atender a sua vontade”. Saí da sala e o final da história é que ele foi transferido para outro campus.
Obviamente que conheci fumantes que diziam “vou ali fumar um cigarro” e respeitavam o fato de ninguém querer inalar as excreções de seu pulmão. Ou ficarem na janela soltando a fumaça para fora. Uma atitude educada e simples que resolve muitos problemas e mostra nem todos se enquandram no que falo. Sorte a minha que a grande maioria dos que conheço é assim. Se o povo fumante, ou a maioria, fosse educado, não sei se precisaríamos da lei. Mas existem os imbecis que não conseguem agir dessa forma. Logo, lei neles! Só assim para o povo aprender. Nem todos os sinais evidentes como os narizes torcidos e o crescente aumento de lugares que proibiam a prática levaram os fumantes a pensar seu hábito. Eu sei que é um vício e não é fácil largar, mas me refiro apenas e tão somente à educação.
A prova do que to falando é que foi preciso criarem uma lei para educar. Com o cinto de segurança foi igual, só passaram a usar quando guardas começaram a dar multas à rodo. Lógico que as chaminés vão reclamar, se achar discriminadas, nos chamar de chatos e que deveríamos nos meter na nossa vida.
Okay, fumante mal-educado, digamos que você possa curtir sua comida com o cigarro aceso emporcalhando o meu ar. Mas que tal se eu sentar ao seu lado no restaurante e ficar peidando durante o seu almoço? E se você expelir sua fumaça para cima do meu prato, me permita cuspir no seu, afinal, ambos estamos colocando para fora algo que o corpo não deseja. Só que o meu dejeto não mata ninguém de câncer por consumo passivo. A não ser que eu tenha batido um podrão na saída do metrô de Botafogo, mas aí é outra história…
Quase todo mundo já se imaginou com alguma deficiência que reduzisse drasticamente a sua maneira de viver. Aquela pergunta “se você pudesse escolher entre ser cego, surdo ou mudo, o que seria?” já foi feita para mim e garanto que para você também.
É uma escolha que ninguém gostaria de fazer em nenhuma parte de sua vida. Quando levantamos os contras de cada uma, logo lembramos de algo que fazemos corriqueiramente e que seria imediatamente impedido de se manter. Eu, por exemplo, jogo bola e toco guitarra. Uma adaptação a isso em caso de cegueira seria possível, mas trabalhar não. Surdo numa banda de metal é até saudável (já que vou ficar do mesmo jeito, dado o volume que toco), mas não sou Beethoven para compor sem precisar ouvir. E mudo, bom, tem blog e twitter por aí, né?
Algumas deficiências podem ser manipuladas, guardadas as devidas proporções e o respeito a quem as tem de fato. Coloque uma venda nos olhos e tente andar, fazer o que faz e seguir sua vida. Pare de falar imediatamente e não o faça sob qualquer circunstância para saber como é não conseguir passar o que quer. Você poderá tem um exemplo de como é difícil a vida das pessoas que possuem essas dificuldades, mas elas se adaptam. Porém, a surdez é algo que você não pode simular no dia a dia. Só com um fone mega-poderoso e, ainda assim, algo passará. Eu não simulei, mas cheguei bem perto do resultado final.
Peguei uma infecção no ouvido direito que desevolveu pra uma otite aguda. Doença de criança que fica na piscina, eu sei, mas bateu aqui e foi ruim. A dor que ia e vinha era chata e foi impiedosa uma vez, de madrugada. O que pegava era a semi-surdez. O normal era ouvir baixo o que vinha do lado direito, mas em alguns momentos eu simplesmente não escutava nada!
Não foram poucas as vezes que meus chefes me chamaram e eu os ignorava. Nem quando uso fone eu fico assim. E me preocupava mais do que o normal, pois realmente acreditei que estivesse perdendo a audição.Várias vezes a Carol falou algo comigo e não recebeu resposta. Isso é péssimo. Eu ficava alheio ao que acontecia e a sensação é péssima. Nem as músicas no ensaio eu escutava direito. Amigos, isso é ruim mesmo.
No início da crise, fui num otorrino que em dois segundos disse que o problema não era cera. Me mandou fazer um audiometria que não apontou nada, enquanto o entupimento aumentava. Joguei quase um poto inteiro de Cerumin para tentar limpar e acordei pior do que a Velha Surda.
Na madrugada seguinte eu despertei com uma dor aguda no ouvido. Não tinha como voltar a dormir sob hipótese alguma. Acho que nem morrendo eu conseguiria pregar os olhos. Às quatro da manhã me mandei pro hospital lutando contra o volante do carro enquanto me contorcia no banco do motorista. Lá chegando, percebo que esqueci a carteirinha do plano. Lógico, claro, sou eu, o Pato Donald encarnado, alguma novidade nisso?
Xingando a quinta geração da minha memória eu voltei para casa, mas no meio do caminho mudei de direção e fui para uma farmácia. Um engomadinho qualquer vestido de médico me disse que era melhor não colocar nada para a dor, pois não sabia o que era. “Entendo, mas me dê alguma coisa, por favor”, foi a resposta (aqui alterada para uma forma mais educada e publicável). Me passou um negócio de gotas cuja bula recomendava 30, no máximo. Tomei acho que 100, ou mais. Fui em casa pegar a maldita carteirinha e voltei para o hospital. Uma hora depois fui atendido, o médico falou um monte que não consegui ouvir, tomei injeção com uma agulha do tamanho de uma lança e fui para casa. A volta foi lutando contra o volante por causa da dor e o sono causado pela overdose de remédios. Finalmente capotei em casa.
Um segundo otorrino, uma argentina que tentava falar português, me atendeu dias depois e diagnosticou a otite. Desde então, já são 10 dias, estou tomando um antibiótico que me faz ouvir tudo novamente, mas tira a vontade de fazer qualquer coisa, incluindo futebol. Até de escrever em blog.
Eu não sei em qual ranking de dores entra a de ouvido. Pedra no rim é pavoroso, conheço quem teve e é melhor levar um tiro do que ter aquilo. Segundo algumas mulheres, a dor do parto é tão ruim, que a cesariana foi a maior invenção da humanidade. Se essas são piores do que a que senti, tenho pena de quem sofreu.
Posted by lucas dantas on Apr 1, 2009 in Uncategorized
Tanto quanto bater no treinador, é esporte nacional aceitar e depois “esquecer” o que a imprensa fala. Mas vindo da torcida, tudo vale. O que não vale, ou não deveria valer, é a imprensa dita especializada vomitar asneiras diariamente e depois fingir que nunca disse nada.
Desde que comecei esse blog, eu sempre disse que cada um deveria escolher no que acreditar, mas que pelo menos formasse sua opinião e não ficasse se embasando em jornalistas recalcados e amigos de sei-lá-quem que falam o que querem sob a insuportável pecha da “liberdade de expressão”.
Sábia aquela expressão “Deus deu dois ouvidos e uma boca para ouvirmos mais do que falamos”. O problema é que com a Internet, a boca ganhou o auxílio das duas mãos, virou o jogo e o nível de besteiras que lemos por aí já superou de longe o suportável, como, por exemplo, que o Brasil é ruim porque a Argentina é boa.
Maradona não é exemplo de nada, mas nesse Brasil que venera Romário e esculacha Pelé, ele é maravilhoso. Seu time não joga porcaria nenhuma, sua Seleção não conquista nada que preste há anos, os “craques” revelados em seu país são momentâneos e inconstantes, mas nós continuamos achando o gramado deles melhor do que o próprio. Exemplo disso, um Mané travestido de entendido foi num programa do canal campeão e vociferar que “se o Brasil enfrentasse a Argentina com o Messi jogando o que está jogando, tomaríamos uma goleada”.
O Brasil não tomou uma surra do Equador por causa de uma pessoa: na minha opinião desde que montei esse blog, o melhor goleiro do mundo, Júlio César. Na opinião do treinador que lá está agora, ele também é a melhor opção, mas o Brasil e seus entendidos queriam um personagem midiático, de fala mansa, amigo de específicos jornalistas e odiado por outros e que no alto de seu egocentrismo se acha um ser infalível.
A Argentina não tem um Júlio Cesar. Esse só o Brasil tem e o seu treinador insistiu no goleiro. Tivesse ele sido substituído após a perda do ouro em Pequim, teríamos apanhado do Equador. Fosse verdade o anúncio do novo técnico na festa do Brasileirão, conforme um colunista que dá barrigas como bebê desarranjado suja fraldas, teríamos perdido para o Equador.
Sim, eu sei que as coisas não acontecessem dessa forma. Não posso conjecturar em cima de hipóteses. Mas eu sou torcedor e posso brincar disso. Não formo opinião. Quem forma é quem mais mente. E aí está o perigo.
Depois do grotesco mico a respeito do Ronaldo, eis que a Placar agora faz uma capa atacando o jogador e insinuando que sua imagem não é mais aquela de bom moço. E quando foi? Mas por que agora? Por que não chega alguém no clube e pergunta “amigo, você não vai dizer nada sobre se apresentar para a Seleção em 2006 pesando quase 100 kg?”
Não fazem. Mas inventam. Inventam que jogadores não querem estar na Seleção. Agora pedem uma cota para atletas que estão no Brasil, mas ninguém menciona que Leão fez isso em 2001 e os resultados foram desastrosos. Fez a pedido da imprensa, diga-se. E agora, mais uma vez, sua equipe preferida deu um vexame.
O Brasil segue seu caminho tranqüilo rumo à Copa, daqui a mais de um ano, mas a imprensa já faz a cabeça das pessoas para todos perdermos por antecipação, como fizeram em 1994 e 2002. Não fizeram em 1998 e 2006.
Pois é. Nas últimas quatro copas, os entendidos erraram todas as previsões. E a torcida foi atrás. Desculpa, mas eu continuo seguindo minha cabeça. Quem quiser acreditar nos entendidos, estão aí seis exemplos bolivianos do quanto eles estão “certos”. Ou a altitude só vale pro lado de lá?